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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Banhos no lavatório e dormir onde calha (Post útil #4)

Por 3 picuinhas*

As dicas de férias da 3 picuinhas dão vontade de largar já tudo e por-nos a caminho só com a roupa que temos no corpo!
Ora vejam:


Tenho 42 anos e duas filhas pequenas: 8 e 4 anos. Viajo com as minhas filhas desde sempre e o lema é: simplificar. Simplificar tudo, incluindo os destinos :)

E simplificar quer dizer que viajamos com pouca tralha e muita imaginação.

Nos últimos anos, como são duas, temos limitado as viagens a destinos cá dentro: Alentejo e ilha da Berlenga.

As pequenas tomam banho onde der: lavatório da cara se são bebés ou chuveiro, com mangueira no quintal se está calor :), com água salgada e champô na Berlenga onde a água doce se reserva apenas para a passagem final, e o ano passado já as convenci a lavar os dentes com água salgada, uma conquista!

Dormem onde é possível: no chão em colchões de encher, no barco embaladas pela ondulação, dentro de um barquinho insuflável enquanto eram bebés.

As viagens de carro são sempre feitas ao cair da tarde que isto de se fazer 250 Km em direcção ao Alentejo tem que se lhe diga. Elas normalmente adormecem a meio e no entretanto vamos parando para beber água e desentorpecer as pernas a cada hora. Nos 2 últimos anos e porque juntamos à nossa prole mais dois primos de 4 e 7 anos, optámos por dormir a meio caminho...onde der :) normalmente numa hospedaria sem qualquer estrela mas com cheirinho a aventuras.

As minhas filhas viajam sem brinquedos. No carro vamos entretidos com jogos de descobertas (vês aquele pássaro? quantos carros amarelos é que vamos encontrar? palavras começadas pela letra...) e nos locais de férias os brinquedos inventam-se com paus e pedras.

E finalmente a roupa...ou a falta dela. Nas férias ninguém se preocupa com vestimenta. Meia dúzia de t-shirts, fato de banho e sandálias e a festa faz-se. Na Berlenga basta a t-shirt e o fato de banho, andam descalças e só vestem mais qualquer coisa à noite quando faz frio. No Alentejo calções e t-shirts.

E pronto. As minhas filhas regressam sempre das férias com arranhões novos e roupa muito suja e muitas, muitas aventuras.

Nunca adoeceram, nunca se aborrecem, nunca fazem fitas. Nas férias não há horas e as regras reduzem-se ao mínimo, apenas as regras de segurança.

O que nunca falta na nossa mala: coletes de salvação para o barco, protectores solares factor máximo, anti-histaminicos, pensos e sprays para queimaduras, brufen e benuron, termómetro e repelente de insectos... e muita descontracção.

*Esta dica foi enviada pela 3 picuinhas, 42 anos, mãe de duas meninas de 4 e 8 anos.
Obrigada!

Próxima sexta-feira mais uma dica preciosa enviada por outra mãe ou pai "filósofos".
Para quem quiser enviar mais ideias, está tudo explicado aqui!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Post útil #3: Horas de aflição

Respondendo ao desafio, sempre que tratei dos "apertos" das crianças safei-me razoavelmente bem, nunca tendo ocorrido nenhuma situação idêntica à descrita. Contudo, aqui vai a minha sugestão, que já funcionou na praia e locais onde a casa de banho não estava à mão de semear.



O balde da praia, que todos levam na mala de férias, revestido com um saco de plástico!! É sentar a criança no balde e já está! limpa-se o rabo, fecha-se o saco e pronto!


Esta dica foi enviada pela Joana Pulido, 36 anos, do Porto, e mãe de três raparigas, de sete, três e um ano.
Obrigada Joana!

Próxima sexta-feira mais uma dica preciosa enviada por outra "mãe filósofa".
Para quem quiser enviar mais ideias, está tudo explicado aqui!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Férias da Páscoa: o que fazer antes de viajar com crianças para regiões tropicais

Por Luís Varandas*


Nos últimos anos, a oportunidade de viajar para regiões tropicais aumentou de forma significativa, consequência, em grande parte, da maior facilidade e comodidade das viagens aéreas. Num curto espaço de tempo percorrem-se de forma confortável grandes distâncias, transportando-nos a locais remotos e exóticos. Por ano, partem da Europa, vários milhões de pessoas, tendo como destino as regiões tropicais. As motivações são várias e incluem o simples turismo, cooperação, trabalho, negócios ou missões humanitárias. As crianças, com frequência, acompanham os adultos. Estudantes adolescentes efectuam viagens em grupo, para férias ou em programas de intercâmbio entre as escolas. Imigrantes regressam aos seus países, para rever familiares e amigos, levando as crianças consigo. Muitos destes grupos de viajantes ficam expostos e em risco de contrair doenças inexistentes, eliminadas ou controladas nos países de origem.



Este incremento do número de viajantes a nível internacional contribuiu para o desenvolvimento, nos últimos anos, da chamada “Medicina das Viagens”. A facilidade em importar e exportar doenças, algumas eliminadas nos países desenvolvidos, mas com ecossistema favorável a nova disseminação, a descrição de casos fatais em turistas, por atraso ou erro de diagnóstico de “doenças tropicais” e a consciencialização de que existem medidas profiláticas para grande parte destas situações, contribuiu, de igual modo, para o impacto que, actualmente, tem a “Medicina das Viagens”.



Como em outras áreas da pediatria, os cuidados à criança que viaja devem enfatizar a identificação de factores de risco e formas de prevenção das doenças e dos acidentes. Isto pode ser conseguido se os pais e as crianças forem informados sobre os comportamentos a adoptar e a evitar. A preparação da viagem das crianças, no que se refere aos cuidados de saúde, deve iniciar-se algumas semanas antes da partida. Estes mantêm-se durante e após a estadia. De facto, após o regresso, a criança pode ser portadora de infecções, ainda, assintomáticas ou pode apresentar sinais e sintomas de doenças, com as quais o seu médico poderá não estar familiarizado.



Ao longo das próximas semanas, neste espaço virtual promovido e dinamizado pela SPP, vamos abordar e discutir alguns cuidados e recomendações a ter quando se viaja para regiões tropicais. Comecemos por planear a viagem!



Planeamento da viagem

Em um mês de estadia numa região tropical, 75% dos viajantes experimentam algum problema de saúde. Os viajantes de maior risco parecem ser os inexperientes, os que viajam para regiões rurais e com estadias mais prolongadas. Assim, a viagem deverá ser cuidadosamente planeada, com tempo e com conhecimento, tão completo quanto possível, do local do destino, da duração e do objectivo da estadia. O viajante deverá informar-se sobre a organização política e social do país a que se dirige. A resposta às seguintes perguntas poderão ajudar a planear a viagem de forma mais segura e realista: 1) onde vai, por quanto tempo, quais as condições climatéricas? 2) Quais as doenças que irá encontrar e que vacinas deve fazer? 3) Que recursos de saúde existem, onde e como pode recorrer-se a eles? 4) Quais os medicamentos disponíveis? 5) Que cuidados deve ter com a água e comida? 6) Onde fica alojado? 7) Qual é a qualidade e disponibilidade de ensino, livros, actividades culturais e recreativas?

* Luís Varandas é pediatra, Responsável da Unidade de Infecciologia e da Consulta do Viajante do Hospital Dona Estefânia e Professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas e do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Carnaval em segurança: um alerta da APSI

As férias de Carnaval na neve são cada vez mais frequentes. Tanto em Portugal, como no estrangeiro, os desportos de Inverno são muito procurados e, todos sem excepção, aproveitam para aprender a esquiar, patinar no gelo ou outras actividades.

Em todos estes desportos, mas também em simples brincadeiras na neve ou no gelo, é fundamental relembrar que uma queda pode ter consequências graves.

Apesar de não ser obrigatório por lei, a APSI alerta para a importância da utilização de capacete, a par com todo o restante equipamento de protecção. O capacete deve ser adequado ao tamanho da cabeça e usado sempre bem apertado, para evitar traumatismos cranianos com sequelas graves em caso de queda, pois a neve e o gelo são muito duros.

Também nas longas viagens para chegar aos destinos de neve, a APSI relembra que um Sistema de Retenção para Crianças (cadeirinha) só protege se for utilizado correctamente, de acordo com as instruções do fabricante. Os mais pequenos devem viajar de costas, pelo menos até aos 18 meses de idade. As cargas devem ser bem acondicionadas. E lembre-se de fazer paragens frequentes para que todos possam descansar.

E, como habitualmente, a APSI alerta para alguns cuidados com os disfarces e máscaras usados no Carnaval:

- comprar disfarces com a marcação CE (norma dos brinquedos) e indicações em português;

- preferir fatos e acessórios adaptados ao tamanho da criança e não inflamáveis; evitar cordões e fios à volta do pescoço, capas e saias muito compridas, chinelos, sapatos largos ou com saltos muito altos, calças ou mangas muito largas…

- as máscaras devem ter aberturas que permitam ver e respirar bem; prender com cuidado chapéus e lenços para que não tapem a visão, provocando quedas ou embates em obstáculos;

- escolher espadas, facas e outros acessórios em material macio e flexível.


Uma palavra final para os “estalinhos”, que podem rebentar nos bolsos das calças provocando queimaduras e para as bombas de Carnaval que não são brinquedos e todos os anos provocam acidentes graves.


Todos queremos brincar muito; mas sem acidentes que deixem marcas para sempre!


A APSI organiza acções de formação para profissionais de diversas áreas e outras dirigidas a famílias.
No dia 11 de Fevereiro, realiza-se em Lisboa uma acção de formação “Prevenção de Acidentes no 1º Ano de Vida” dirigida a casais à espera de bebé, pais, mães, avós e outros familiares de crianças até 1 ano, amas e babysitters.
Mais informações no site da APSI – www.apsi.org.pt, através do telefone 21 88 44 100 ou do endereço rferreira@apsi.org.pt
*A APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil) é uma associação privada sem fins lucrativos, com o estatuto de utilidade pública, que tem como objectivo promover a união e o desenvolvimento de esforços para a redução do número e da gravidade dos acidentes e das suas consequências nas crianças e jovens em Portugal. Regularmente irá colaborar com O Bebé Filósofo disponibilizando informação que ajude a informar todos os que contactam com a criança, no sentido de prevenir acidentes.